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O maior cafezal urbano do mundo, localizado na Instituto Biológico, na capital paulista, ganhou 1.500 novas mudas de café nesta segunda-feira (2). O plantio amplia a área experimental e reforça o papel do espaço como vitrine de pesquisa em plena cidade de São Paulo.

Criado na década de 1950, o cafezal do Instituto Biológico funciona hoje como área de estudos voltados à agricultura regenerativa, controle biológico e biodiversidade. As pesquisas incluem o uso de bioinsumos e de inimigos naturais no combate a pragas, além da avaliação de novas cultivares mais adaptadas aos desafios da cafeicultura.

Entre as variedades implantadas estão materiais desenvolvidos para enfrentar problemas cada vez mais frequentes no campo, como o déficit hídrico e o avanço de pragas e doenças. A renovação também marca uma nova etapa do projeto, que desde 2021 passou a incorporar diferentes informações sobre o comportamento das variedades cultivadas.

“A gente acha que é muito importante tratar o solo e voltar a fazer uma agricultura regenerativa, onde a gente consiga aumentar a diversidade de plantas e insetos, e dar condições para que todas as plantas consigam ter. Então, fazendo isso, nós vamos concluir uma etapa bacana de renovação do cafezal regenerativo tropical”, destaca a pesquisadora do Instituto Biológico, Harumi Hojo.

A área, que abrigava um cafezal implantado na década de 1980, já estava em processo de manejo orgânico. A proposta é investir no cuidado com o solo, ampliar a diversidade de plantas e insetos e criar condições para o equilíbrio natural da lavoura, fortalecendo a presença de inimigos naturais e a saúde do ecossistema.

Em meio aos prédios da capital paulista, o espaço se mantém como referência em inovação e sustentabilidade na produção de café.

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